Um sítio para me perder
Paris é a cidade mais fantástica que conheço, é o melhor remédio para a desilusão ou para a descrença… Entrando no espírito da cidade tudo se transforma em nós. Parece rídiculo conceder um tamanho poder regenerador a um lugar, mas, de facto, a minha alma jovem e alucinada encontra calma nas ruas de Paris; por isso, costumo dizer que é o único local em que me sinto bem sozinha. Consigo sentir uma força telúrica que até já me curou quando eu pensei que estava a viver um grande amor… Irónico que tenha sido na cidade dos amantes que cimentei a desconfiança de que não vou ver passar pela minha vida um amor suficientemente grande para ser o único.
Então, sempre que uma obstinada tristeza teima em substituir a minha característica euforia eu apanho o voo para Paris e aí equilibro o meu ânimo.
Não é pela beleza da expressão que lhe chamam a Cidade Luz, quem assim a denominou sentiu que de facto Paris nos ilumina, ou melhor, que põe na ordem as trevas em que todos temos de mergulhar de quando em vez, diz á melancolia que acabou o seu tempo e que enquanto não entrarmos no avião de regresso ela também não poderá regressar…
Dezembro 16, 2009 às 1:47 am
Gostava de ter assim uma cidade, no entanto não consigo escolher uma unica cidade. Se é verdade que Paris é sem duvidas indescritivel, para mim não consegue bater a sensação de liberdade de Londres ou a nossa saudosa Lisboa…
“a desconfiança de que não vou ver passar pela minha vida um amor suficientemente grande para ser o único.”
É uma opção incompativel a de desconfiança e um grande amor. Mas digo-te que vale a pena um grande amor, mesmo que possa trazer o risco de uma grande dor…