De facto, a Madame Bovary de Flaubert devia ser uma leitura obrigatória para todas as mulheres que se sentem presas e na ansiedade absoluta da libertação, seja do que for ou seja de quem for. Há uma passagem no livro que transmite bem como o tédio pode ser o maior sufoco para o espírito e para o corpo. Veja-se:
“Aliás quanto mais as coisas lhe estavam próximas mas o seu pensamento se distanciava delas. Tudo o que imediatamente a rodeava, campo aborrecido, pequenso burgueses imbecis, mediocridade da existência, lhe parecia uma excepção no mundo, um acaso particular a que ela se achava presa enquanto para além se perdia de vista o imenso país da felicidade e das paixões. Não seria preciso para o amor, como para as plantas indianas, terrenos preparados, uma temperatura particular?”
Novembro 27, 2009 às 11:24 am
Interessante descobrir os interesses de pessoas , sejam mulheres ou homens . Sinais de um tempo global em que as emoções passam também por aqui! Um espaço que de ler tal como outros deixam antever janelas inatingiveis . Bovarismo foi de facto uma corrente importante na época e no que veio trazer e mudar à sociedade e ao universo feminino …
Um abraço “Inatingivel”